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Atenda e abra sua porta de onde estiver através do seu celular.


Olá a todos mais uma vez, hoje vou falar sobre os equipamentos de interfonia da Intelbrás ao qual tive contato em um treinamento comercial e achei muito pertinente e
Interessantes  as funcionalidades destes equipamentos.

Primeiro vou falar da linha condominial que é composta por:

Centrais de interfonia,
atender a porta pelo celular fora de casa
CP 48



atender a porta pelo celular fora de casa
CP 24 Ligth








Porteiros eletrônicos,

atender a porta pelo celular fora de casa
XPE 1001
atender a porta pelo celular fora de casa
XPE1013





Terminais dedicados.

atender a porta pelo celular fora de casa
TDMI 200


atender a porta pelo celular fora de casa
TP 2000









funcionalidades:

Descreverei aqui as funções que achei mais interessantes para as pessoas comuns, que procuram soluções para sua moradia, e não falarei muito sobre termos técnicos.

Com este sistema instalado em seu condomínio, é possível definir se quem atenderá as chamadas será o porteiro ou se será diretamente o apartamento solicitado, isso é
possível através de configuração prévia.

Também são possíveis ligações e transferências entre ramais (de forma sigilosa), conferência entre até 5 ramais, despertador, função hot portaria, que é a ligação
direta do terminal para a portaria somente ao tirá-lo do gancho (muito útil se há a necessidade de deixar alguém com necessidades especiais sozinha no apartamento),
função siga-me (caso você esteja recepcionando convidados no salão de festas, alguém que toque no seu apartamento, será direcionado para o ramal do salão onde você
poderá não somente atender como abrir o portão de lá mesmo)

É possível também integrar 2 linhas telefônicas através de uma placa vendidaàa parte.

linha residencial:

Este sistema é composto por:

Módulos internos

atender a porta pelo celular fora de casa
IV 7000HS
atender a porta pelo celular fora de casa
IV 7000HF










atender a porta pelo celular fora de casa
IPR 8000IN




























módulos externos

atender a porta pelo celular fora de casa
IV 7000EX
Com este sistema em sua casa, você poderá instalar até 4 câmeras para serem visualizadas de forma sequencial temporizada ou alternado-as manualmente.
O módulo externo possui uma câmera oculta com 6 leds infra vermelho, possibilitando visão noturna.
É possível também integrá-lo a sistemas de alarme, DVRs e PABX, neste último caso, imaginemos que você não esteja em casa, e alguém toca seu interfone, através de
programação prévia é possível receber este chamado no seu celular, falar com a pessoa e se caso você tenha instalado em seu portão uma fechadura elétrica ou
eletromagnética, você poderá também abrir o portão através do seu celular, caso você queira visualizar esta pessoa que está na porta de sua casa, será necessário ter
também um DVR instalado paralelamente ao modulo interno e conectado a internet, um aplicativo no celular possibilitará esta visualização.

Dê uma olhada neste vídeo.



Estou disponibilizando na página de downloads os manuais para que vocês possam ver as funções completas.

Cuidado! seu controle pode ser clonado!

Olá a todos mais uma vez, dias atrás participei de uma palestra sobre o sistema linear de controle de acesso e percebi  o quanto ficamos vulneráveis em busca de conforto e praticidade nas nossas atividades rotineiras.
É realmente muito bom podermos chegar em  frente a nossa casa ou Prédio e ter somente que usar o nosso controle para podermos ter acesso, sem a necessidade do trabalho de sair do carro, ir até o portão,  abri-lo para só depois podermos entrar, sem contar que  parece ser muito mais seguro desta forma.
O que não sabemos é que principalmente os modelos de controles mais antigos são muito vulneráveis a clonagem  dos códigos mesmo a distância.
Para que possam entender melhor irei explicar aqui como funciona um sistema de controle de acesso, de quais dispositivos é composto e suas aplicações mais comuns.
Geralmente o sistema de controle de acesso é composto por:


Fechaduras elétricas ou eletromagnéticas:
controle de acesso linear

As fechaduras de segurança eletromagnéticas funcionam por meio de um bloqueio eletromagnético que compreende duas partes principais: uma placa de armadura feita de um material magnético e uma placa de metal cercada por uma bobina de fios que pode ser magnetizada. Quando a corrente é passada, a placa de metal fica magnetizada e atrai fortemente a armadura, trancando a porta.

  A capacidade de força de atraque de cada uma das nossas fechaduras de segurança eletromagnéticas é testada através de cargas colineares. Quando a força mecânica supera a força magnética, fica definido a força de atraque do eletroímã.
                                                                              
Portões automáticos:
controle de acesso linear

São portões equipados com motor,  interligado com receptor possibilita o uso de e controles para  sua abertura ou botoeiras em casos como o de condomínios onde quem  abre é somente o porteiro.







Receptores:
controle de acesso linear
• Funciona interligado ao Módulo Linear HCS 2010;
• 4 Saídas a relé independentes NA/NF  com tempo de retenção ajustável (comanda até 4 portões);
• SD card interno para transferência de senhas de usuários à outros receptores (até 4GB);
• Aceita até quatro leitoras Linear nos modelos 101A-34, 102A-34, 103A-34, 302A-34 e Leitor Biométrico 1700S;
• Função “remoto” temporizada (através de PC com programa específico) ou chave dip switch interna;
• Leitora exclusiva de pânico selecionável ou modo pânico ativado por dois acionamentos dentro de dois segundos;
• Envia alerta de carona por meio de sensores agregados;
• Utilizar fonte de alimentação 12VDC x1A.
• Entrada para botões auxiliares (podem ser utilizados em  casos em que haja leitora somente no lado externo da porta ou portão)


Leitoras de cartão:
controle de acesso linear

• Comunicação por protocolo wiegand;
• Funciona interligado ao Receptor CTW-4 sem interfaces adicionais, para uso com os Receptores CT 2009 ou CT-2, é necessário o uso de um Conversor Wiegand/Serial CW-1 Linear-HCS;
• 4 Sinalização de status por led e buzzer;
• Resistente a água (pode ser instalada ao tempo);
• Consumo de alimentação 12VDC x 50mAh (deve ser alimentado pela saída 12V do receptor ou em caso de fonte exclusiva, deve ter os terras unificados).

Permite a abertura de fechaduras através de cartões de proximidade

Leitoras biométricas:
controle de acesso linear


• Permite o acesso por meio de cartão de proximidade ou digital do usuário;
• Cadastra até 1700 usuários;
• Cadastramento de senha exclusiva para função pânico;
• Equipamento indicado para uso em áreas internas, protegido de umidade poeira e luz solar;
• Para o funcionamento da biometria é necessária a instalação dos demais equipamentos do   sistema Linear-HCS, composto por Módulo Guarita e Receptor de leitoras (Multifunção, CT 2009   ou CTW-4); 
• Função voz para mensagens de notificação;

• Relé interno (contato seco) N.A e N.F.




Software gerenciador:
controle de acesso linear


Modulo Guarita:
controle de acesso linear


• Indica instantaneamente na guarita o número do apartamento do morador que está acionando o portão, podendo ainda indicar:
  Nome do Morador, Placa, Cor, Marca do Veículo, etc;
• Função DESPERTA PORTEIRO: Permite programar em um espaço de tempo um sinal sonoro e visual, onde o porteiro terá   que ficar pressionando o BOTÃO RESET nos períodos programados, fazendo com que o porteiro esteja sempre atento na portaria;
• Armazena até 54.000 eventos e 4.096 controles de moradores;
• Permite excluir controles perdidos ou roubados, individualmente;
• Comunicação com PC para monitoramento on-line e programação remota;
• Permite visualizar eventos em seu display sem necessidade de PC;
• Integração com Cartões de proximidade (Controle de Acesso de Pedestre) para portão social, TAG Ativo e Teclado para Senhas de Acesso;

Bom, deixei o controle por último porque é aí que mora o perigo, vejam os artigos abaixo:


O controle remoto de portões automáticos virou arma nas mãos de ladrões. Em bairros residenciais da capital de São Paulo, imóveis são furtados com aparelhos roubados ou clonados dos donos. Em julho, mês de férias, a polícia registrou 681 furtos e roubos a residência na capital -média de um caso por hora.
Sem arrombamento, criminosos estacionam seus carros diretamente na garagem e limpam a casa em menos de uma hora. Cômodos são revirados em busca de joias, celulares, eletroeletrônicos e até bens de valor sentimental.

Bandidos usaram controle remoto clonado para entrar e fazer arrastão em prédio de bairro nobre de SP
Cerca de dez criminosos invadiram o local. Até o momento, ninguém foi preso

O grupo de aproximadamente 10 criminosos que realizou na manhã desta terça-feira (30) um arrastão em um prédio na Alameda Lorena, no Jardim Paulista, bairro nobre da capital paulista, usou um controle remoto clonado do portão da garagem para ter acesso ao interior do condomínio.
Segundo informações da polícia, parte do grupo chegou ao local em uma BMW preta. Já dentro do prédio, eles liberaram o acesso a outros integrantes do bando, que estavam em um carro Peugeot vinho. Com toda a quadrilha já dentro do edifício, eles renderam o porteiro e o fizeram refém em uma sala.
O grupo passou a abordar os moradores que saíam para trabalhar. As vítimas eram rendidas e obrigadas a subir aos apartamentos, acompanhadas dos criminosos. Cinco apartamentos foram invadidos.  Após o roubo, as vítimas conseguiram fugir e chamaram a polícia.
Vejam os controles disponíveis no mercado, suas tecnologias e como funcionam:
Convencionais
controle de acesso linear

Este primeiro controle, para configurá-lo e necessário somente cortar estes arames indicados na imagem acima, exemplo cortava-se no receptor o arame 1 e 2 e no controle o 1 e  2 também, se fosse necessário  10 controles era só proceder da mesma forma em todos, caso deixasse seu carro em um estacionamento ou lava rápido com seu controle dentro, seria muito fácil alguém abrir seu controle e copiar o código para outro controle.

Code Learning: 

Para configurar este controle, basta apertar a tecla do receptor e apertar a tecla dos controles que serão utilizados naquele  portão, parece mais seguro do que o primeiro, só que não é.
Hoje os ladrões estão utilizando um equipamento para copiar o código deste tipo de controle.
É muito parecido com um controle normal só que ao pressionar o botão junto com outro controle learnig code, este copia o código e passa a funcionar como o controle original.

controle de acesso linear



Hopping Code:

O Hopping Code  gera um código criptografado  cada vez que é acionado o botão, esse controle se integrado com um receptor do mesmo fabricante o torna impossível de ser clonado, já que este receptor  entende cada código gerado pelo controle,
Veja este simuladorHCS  e entenda como funciona o sistema:

Nos condomínios esse sistema funciona muito bem quando completo, além de dar acesso e identificar os moradores, por nome, placa ou apartamento é possível também gerenciar todo o sistema através de um software no local ou remotamente, este software é opcional já que com o modulo guarita é possível configurar todas as funções e gerar arquivos de relatório e backup armazenados em um simcard. Além disto, se caso alguém tentar clonar algum contorole o sistema avisa o ocorrido e não permite o acesso ao sinal clonado.
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COMO A BIOMETRIA FUNCIONA




1. O Procedimento

Todos os produtos biométricos operam essencialmente de forma similar. Primeiro, o sistema captura um exemplo da característica biométrica durante um processo de cadastramento. Durante o cadastro, alguns sistemas biométricos requerem que um número de exemplos seja dado para construir-se um perfil da característica biométrica. Atributos únicos são então extraídos e convertidos pelo sistema em um código matemático. Esse exemplo é então armazenado como o template biométrico daquela pessoa. O template pode residir em um sistema biométrico ou em qualquer outra forma de memória de armazenamento, como um banco de dados do computador, um cartão inteligente ou um código de barras.

Também pode haver um gatilho, ou alguma maneira de ligar o template àquela pessoa. Aqui um número de identificação pessoal (PIN) pode ser dado ao usuário final, o qual é identificado (keyed-in) para acessar o template.Ou então pode ser que um cartão com o template seja simplesmente colocado num leitor de cartões. Independente do que acontecer, o usuário final interage com o sistema biométrico por uma segunda vez para ter sua identidade checada. Um novo exemplo biométrico é então tirado. Este é comparado com o template. Se o template e o novo exemplo combinarem, o usuário ganha o acesso. Esta é a premissa básica da biometria: que uma pessoa tenha um exemplo do dado biométrico capturado e que o sistema biométrico decida se ele combina com o outro exemplo armazenado.

Deve ser notado que os sistemas biométricos não garantem 100% de precisão. Os seres humanos são inconsistentes e tanto as características físicas quanto as comportamentais podem mudar ligeiramente com o tempo. Por exemplo, um dedo pode ser escoriado e uma assinatura pode mudar quando uma pessoa envelhece. Além disso, o modo do ser humano interagir com uma máquina pode nunca ser tão constante como a máquina é por si só. Stress, saúde geral, trabalho, condições ambientais e pressões do tempo podem efetivamente conspirar para tornar os seres humanos instáveis. Os sistemas biométricos devem permitir essas mudanças, e para isso uma base é configurada. Ela pode ter a forma de uma pontuação precisa. Aqui, a comparação entre o template e o novo exemplo deve superar a base do sistema antes de um par ser gravado. Em outras palavras, se o exemplo biométrico é suficientemente similar ao template previamente armazenado, o sistema determinará que as duas de fato combinam. Se não, o sistema não encontrará um par e não identificará o usuário final. O uso de uma base dá à tecnologia biométrica uma vantagem significante sobre as senhas, PINs e cartões de identificação, pois garante um grande grau de flexibilidade, e se a comparação entre um novo exemplo biométrico e o template exceder a base estabelecida, a identidade será confirmada.

Todos os sistemas biométricos utilizam os quatro passos de procedimento: captura, extração, comparação e combinação. No coração do sistema biométrico reside um elemento proprietário - a máquina - a qual extrai e processa o dado biométrico. Pode utilizar um algoritmo ou uma rede neural artificial. Extrai o dado, cria um template e computa se os dados do template e do novo exemplo combinam.

2. Resumo Operacional


Resumindo, as biometrias operam utilizando os quatros estágios de procedimento que seguem:

Captura - Um exemplo físico ou comportamental é capturado pelo sistema durante o cadastramento;
Extração - Um dado único é extraído do exemplo e um template é criado;
Comparação - O template é então comparado com um novo exemplo;
Combinação/Não- Combinação - O sistema decide se o atributo extraído do novo exemplo constitui um par ou não.
3. Identificação, Reconhecimento e Verificação

Agora faz-se necessária uma distinção entre os termos identificação, reconhecimento e verificação, os quais constantemente circulam na comunidade biométrica. Identificação e Reconhecimento podem ser agrupados. Aqui, um exemplo é apresentado ao sistema biométrico durante um cadastramento. O sistema então tenta encontrar a quem esse exemplo pertence, através da comparação do exemplo com um banco de dados com o intuito de encontrar um par. A Verificação é um processo um-para-um (1:1), onde o sistema biométrico tenta verificar a identidade. Aqui um único exemplo biométrico é comparado com outro exemplo. Uma pessoa é cadastrada e um exemplo é capturado; futuramente um novo exemplo é capturado e o sistema biométrico compara o novo exemplo com aquele previamente armazenado. Se os dois combinarem, a máquina efetivamente confirmará que a pessoa é quem diz ser.

Deve ser lembrado que os mesmos quatro estágios de procedimento - captura, reconhecimento, comparação e combinação/não-combinação - são aplicados igualmente para a identificação, o reconhecimento e a verificação. A única diferença real é que a identificação e o reconhecimento trabalham com um exemplo contra um banco de dados (1:n), enquanto a verificação trabalha a comparação de um exemplo com outro (1:1 - veja a Figura 2). A diferença chave entre essas duas comparações está centrada nas questões feitas pelo sistema biométrico e como elas se encaixam numa determinada aplicação. A identificação pergunta “Quem é esse?” e estabelece se existe mais de um registro biométrico - negando assim a entrada de um indivíduo que esteja tentando parar com mais de uma identidade. A verificação, por outro lado, pergunta “É esta pessoa quem ela diz ser?”, e é usada para confirmar se alguém que está usando um cartão de identificação é o verdadeiro portador do mesmo.

4. AFIS

O AFIS compara uma imagem digital com um banco de dados de imagens. Esta é uma comparação um-para-muitos (1:n) usando técnicas altamente especializadas. A tecnologia AFIS, por exemplo, pode usar um processo conhecido como “binning”, que é predominantemente utilizado em aplicações nas Forças Policiais. Aqui, as imagens digitais são categorizadas pelas suas características como arcos, presilhas e verticilos e colocadas em bancos de dados menores e separados de acordo com a sua categoria. O binning refina o uso do AFIS nas Forças Policiais. As buscas podem ser feitas através de bins (escaninhos) específicos, aumentando a velocidade de resposta e a precisão da busca do AFIS. Tradicionalmente, o processo de binning era incômodo, com uma equipe treinada selecionando manualmente as características e separando as imagens digitais. Nos últimos anos, entretanto, a tecnologia tem se desenvolvido de tal forma que o binning pode ser desempenhado automaticamente pelo próprio AFIS.

O AFIS é predominantemente usado para Forças Policiais, mas também vem impressionando nas aplicações civis. Para forças policiais, as imagens digitais são coletadas de cenas de crimes, conhecidas como impressões latentes, ou são tomadas de suspeitos criminais quando eles são apreendidos. Em aplicações civis, como em esquemas de identificação nacional de larga escala, as imagens digitais podem ser capturadas através do posicionamento do dedo em um scanner ou através da varredura óptica de uma impressão com tinta num papel. Um AFIS pode varrer e capturar dados de imagens digitais e então comparar o dado capturado com o banco de dados. Isso não se trata de uma verificação de identidade, onde os atributos de um indivíduo são capturados e comparados através de uma forma de interação entre humano e máquina. O AFIS está ligado com uma comparação um-para-muitos (1:n) mais do que uma um-para-um (1:1) (checagem para ver se um exemplo está no arquivo, em oposição a verificar se um exemplo combina com outro). Ainda assim, os princípio por trás dos dois métodos não são muito diferentes. Os dados de um exemplo de imagem digital são capturados e extraídos. São então comparados com um banco de dados a fim de determinar se há um par.

5. Falsa Rejeição e Falsa Aceitação

Quando um sistema biométrico é colocado em uso, ele irá encontrar ou não um par para o dado biométrico extraído. Uma nota é dada para a comparação entre o template e o novo exemplo. Se a nota for maior que a base para uma aplicação, o par é encontrado. Esta técnica dá à biometria muito mais flexibilidade que o “sim ou não” aproximado utilizado pelas tecnologias baseadas em PIN ou senhas.

Por alguns anos a indústria biométrica tem utilizado duas medidas de desempenho para graduar o nível de precisão da comparação. Elas estão focadas na habilidade do sistema de permitir o acesso a usuários autorizados e negar o acesso àqueles que não são autorizados. São conhecidas como a Taxa de Falsa Rejeição (FRR) e a Taxa de Falsa Aceitação (FAR). Para mistificar ainda mais o processo, algumas vezes o FRR é denominado como taxa de erro do Tipo I, enquanto o FAR é denominado como taxa de erro do Tipo II.

A taxa de falsa rejeição refere-se à quantidade de vezes que um indivíduo autorizado é falsamente rejeitado pelo sistema. A taxa de falsa aceitação refere-se à quantidade de vezes que um indivíduo não-autorizado é falsamente aceito pelo sistema.

Ambas as taxa são expressas na forma de porcentagem, utilizando-se os cálculos que seguem abaixo:

FRR:

Número de falsas rejeições _________________________________________________________. x 100
Número de reconhecimentos autorizados ou tentativas de verificação

FAR:

Número de falsas aceitações ________________________________________________________. x 100
Número de reconhecimentos de impostores ou de tentativas de verificação

Menos utilizada é a taxa conhecida como taxa de erros (EER), que está exatamente no ponto onde a FRR e a FAR se encontram (crossover). Por exemplo, um sistema com uma FRR e uma FAR de 1% também terá um EER de 1%. O uso de taxas de falsa rejeição e falsa aceitação tem conduzido uma grande quantidade de debates dentro da indústria biométrica. Esses debates referem-se principalmente à significância estatística de cálculos tão simplificados. As fórmulas acima são surpreendentemente simples, dado o grande número de variáveis que pode ser apresentado ao sistema biométrico. Por exemplo, o desempenho de um sistema biométrico, e a FRR e a FAR podem ser afetadas por:

Condições ambientais: por exemplo, temperaturas extremas e umidade;
A idade, o sexo, a etnia e a ocupação do usuário: por exemplo, mão sujas de trabalhos manuais;
As crenças, desejos e intenções do usuário: se um usuário não quiser interagir com o sistema, o desempenho será afetado;
A aparência física do usuário: um usuário sem membros não poderá usar biometrias baseadas nos dedos ou na mão.
Cada um dos fatores acima pode influenciar as taxas de falsa aceitação e de falsa rejeição. Essas taxas, quando publicadas por fornecedores biométricos para ilustrar o desempenho, podem ser o resultado de testes de laboratório sob condições controladas. Reivindicações sobre o desempenho devem ser tratadas com cuidado. Assim que as variáveis acima forem introduzidas, as taxas serão adversamente afetadas. Taxas de falsa aceitação e de falsa rejeição devem ser tratadas com cuidado porque podem ser calculadas utilizando métodos de tentativa única ou de tentativas múltiplas, dependendo da natureza da aplicação biométrica e do tipo de sistema biométrico que está sendo utilizado. Isso significa que um usuário pode tanto tentar somente uma vez quanto tentar três vezes a comparação do novo exemplo com o template. O senso comum diz que se são utilizadas três tentativas, isso aumentará a taxa de falsa rejeição.

Outro problema intrínseco na objetividade da FRR e da FAR é que as taxas podem ser configuradas manualmente. Por exemplo, um banco solicitará um nível de segurança alto na sua entrada principal. Indivíduos não-autorizados não podem conseguir acesso. O banco pode ainda decidir que a taxa de falsa aceitação deverá ser menor que 0,1%. Em outras palavras que o sistema somente poderá permitir a entrada de um indivíduo não-autorizado em mil tentativas. O banco poderá ser ainda mais insistente e solicitar que a taxa de falsa aceitação seja de 0,001% (uma em cem mil tentativas). Um fornecedor biométrico pode alterar a FAR do sistema para que essas taxas sejam alcançadas. Entretanto, fazendo isso, a taxa de falsa rejeição sofrerá em conseqüência.

A FRR e a FAR são um jeito simplificado de avaliar o desempenho. São tanto uma vantagem quanto uma desvantagem. Ajudam a entender a precisão básica de um sistema biométrico - mas devemos lembrar que as circunstâncias de uma aplicação podem afetar as taxas de desempenho. Verificando a taxa de erros e considerando a FRR e a FAR em concordância é fácil determinar o desempenho básico do sistema, sempre lembrando que as circunstâncias de uma aplicação não devem ser esquecidas, especialmente se um sistema biométrico pretende operar dentro dos limites de uma certa aplicação.

6. Taxonomia Biométrica

Tentando conciliar as várias circunstâncias que afetam o desempenho, Jim Wayman, da Universidade do Estado de São José, tem utilizado um método bastante útil. Sua taxonomia biométrica reconhece que o desempenho de um sistema biométrico depende da aplicação para a qual o sistema está sendo utilizado e de mais outras circunstâncias contributivas. A taxonomia é uma ferramenta inestimável para avaliarmos a natureza de uma aplicação. Ela ajuda os usuários e os implementadores a entender que todas as aplicações são diferentes e que podem afetar o desempenho do sistema biométrico de formas completamente diversas. Cada uma das divisões a seguir ajuda a classificar o papel das biometrias dada uma determinada aplicação.

Taxonomia Biométrica SJSU

Usuário Amigável x Passivo
Sistema Exposto x Oculto
Usuário Habituado x Não-habituado
Usuário Supervisionado x Não-supervisionado
Ambiente Padrão x Não-padrão
Fonte: Universidade do Estado de São José

A taxonomia pode ser estendida através da aplicação de outras divisões, quando as circunstâncias permitem. Por exemplo:

Privado x Público: se a aplicação é provada e protegida ou se é aberta ao público;
Instruído x Não-instruído: se o usuário final está completamente instruído no funcionamento do sistema.
Resumindo, as biometrias possuem desempenho tipicamente melhor em ambientes onde: o usuário final é amigável; o sistema biométrico é exposto e o usuário final está habituado com o mesmo; o usuário final é supervisionado por um especialista; o sistema opera em um ambiente padrão, não sujeito à mudanças climáticas; a aplicação é privada e o usuário final está completamente instruído sobre a operação do sistema.

Fonte: http://www.consultoresbiometricos.com.br
 

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